Resenha: Maria Gadú e Orquestra Opus (BH – 18.08.2017)

Fotos: Diego Concesso

Maria Gadú desembarcou em Belo Horizonte para um encontro mais que especial. Convidada pela Orquestra Opus, a artista apresentou um show que misturou as canções mais famosas do seu repertório com um toque clássico e cheio de sofisticação da orquestra mineira, em apresentação que aconteceu no grande teatro do Sesc Palladium.

A noite já indicava que seria extremamente agradável quando o show começou, ainda sem a presença de Gadú no palco, mas com a participação especial de Derico Sciotti, saxofonista do famoso sexteto do extinto Programa do Jô. O músico já chegou divertindo a plateia com um ótimo bom humor e pediu permissão para apresentar duas rápidas canções com a Orquestra. Ao longo da apresentação, ele ainda foi destaque na interação com Maria e o maestro Leonardo Cunha. Juntos, os três conversaram, fizeram piada e Derico não perdeu a chance de jogar charme para a plateia ao dizer que se alguém quisesse passar a noite com ele, era só procurá-lo no quarto 602 do seu hotel, deixando o nome do lugar no mistério e arrancando risos de todos os presentes.

Com Gadú já em cena, as suas canções ganharam tons modernos e extremamente elegantes em parceria com a Orquestra e muitas delas ficaram ainda melhores do que em seus arranjos originais. Destaque para “Altar Particular”, “Tudo Diferente” e “Bela Flor”, que abriu a apresentação. O show ainda rendeu momentos lindos onde a voz da cantora se misturava com o coro da plateia em músicas como “Quase Sem Querer”, “Amor de Índio” e “Dona Cila”.

Devido à formalidade da noite, pela primeira vez, os fãs da artista se mostraram comportados e não houve aquele já característico tumulto (no bom sentido) dos seus shows. Dessa vez, eles preferiram mostrar serviço nos elogios e na cantoria com Gadú. E isso aconteceu em praticamente todas as músicas do repertório. Em contrapartida, Maria respondia com muita simpatia e uma segurança no palco que a afasta de vez daquela postura acanhada que ela costumava ter no início de carreira, além de ter formado uma divertida dupla com o maestro e, claro, com algumas intervenções de Derico.

A união de Gadú e Opus trouxe uma paz e leveza ao Sesc Palladium que deveriam ser obrigatórias nos shows de todos os artistas. Uma noite que começou e terminou em sintonia, sorrisos, diversão e, também, com a revelação (sem querer) do hotel de Derico. Ao agradecer a produção e patrocinadores da apresentação, o maestro citou o nome do estabelecimento, que na hora foi captado pelo público, e gerou ainda mais brincadeiras por parte do saxofonista. E foi com o sucesso “Shimbalaiê” que o show foi encerrado, com gostinho de bis e aquela ótima sensação de ter valido a pena sair de casa para acompanhar cada minuto.

>>> Confira mais fotos da apresentação aqui.

 

Repertório

Bela Flor
Tudo Diferente
Quase Sem Querer
Altar Particular

Linda Rosa
Lanterna Dos Afogados
Ne Me Quite Pas

Oração ao Tempo
Quando Fui Chuva
Tecnopapiro
Axé Acapella
Dona Cila

Amor de Índio
Shimbalaiê

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