Resenha: João Bosco e Hamilton de Holanda (BH – 01.08.2017)

Fotos: Lívia Tostes

João Bosco e Hamilton de Holanda são dois artistas de trajetórias diferentes, com certa distância nos anos de experiência, mas com uma grande qualidade em comum: eles exalam musicalidade na mesma medida. A dupla se uniu nos palcos e recentemente apresenta o show inédito “Eu Vou Pro Samba”, uma celebração ao gênero e que tem em seu repertório canções de artistas renomados como Dorival Caymmi, Ary Barroso, Chico Buarque e Milton Nascimento. Através do projeto “Mesa Brasil Musical” do Sesc Palladium, os dois chegaram a Belo Horizonte para uma única apresentação.

A parceria dos artistas não é tão novidade. João e Hamilton já se encontraram em outras ocasiões e logo de cara provaram que se entendem muito bem como dupla. Pense no casamento perfeito entre dois mestres tocando instrumentos. Pois é exatamente assim com eles. A sintonia do bandolim de Hamilton com as habilidosas cordas do violão de João encantou os mineiros e trouxe o tempero ideal para a noite em BH.

Mesmo com uma plateia bem tímida, porém atenta a cada detalhe, os dois impressionaram em números como o de “Aquarela do Brasil”, “Vatapá”, “Coisa Feita”, “Fotografia” e “Odilê, Odilá”. De vez em quando, o público arriscava um coro fraco e dividia os vocais com o João, mas em compensação não economizava nas palmas, mais do que merecidas para os dois. Apesar de um pouco longas, as canções escolhidas ganharam arranjos de primeira linha que hora passeavam pelo jazz e transbordavam sofisticação, graças ao auxílio luxuoso dos músicos Guto Wirtti (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria).

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Entre tantos shows que já foram feitos e que colocam o samba em foco, a empreitada de João e Hamilton soa despretensiosa e não deixa aquele ar de inesquecível, principalmente por ter um repertório mais direcionado nas gravações da obra de João, o que faz do show um prato feito para os fãs do artista que vão exclusivamente para vê-lo. Isso ficou bem claro quando ele apresentou a faixa “Corsário” – que finalmente provocou uma reação mais significativa da plateia – e foi seguida por “O Bêbado e a equilibrista”. Certamente, essa foi a mais esperada do set e aquela que fechou a noite com chave de ouro e teve todos os seus versos cantados em clima de nostalgia pelos fãs, enquanto Hamilton, João e banda faziam a base instrumental.

Eu Vou Pro Samba é um show que caminha com delicadeza e cumpre o seu papel, já que as estrelas da noite se divertem o tempo inteiro em suas melodias e passam a energia certa para o público que, sendo ele tímido ou ensurdecedor, não deixa de aplaudir de pé.

 

Aquarela do Brasil
Maracatu, Nacão do Amor (April child)
Sinhá
Doce

Vatapá
Nação
Odilê Odilá
Milagre

Fotografia
Tarde
Coisa Feita
Linha de passe

Bis
Corsário
O Bêbado e a Equilibrista

Sobre o autor

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Respira música e faz dela a melhor opção de terapia diária. Amante da MPB.

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