Resenha: Festival Sarará – (BH – 19.11.2016)

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A quarta edição do Festival Sarará, realizada no Parque Municipal, espantou a chuva em Belo Horizonte, trazendo para a roda o tema [IN]TOLERÂNCIA. Em tempos onde o discurso de ódio e o conservadorismo têm feito parte da nossa sociedade, eventos culturais como esse se fazem necessários para, através da música e da arte, promover uma reflexão sobre o que somos e, principalmente, o que não somos. Enfim, um despertar para um mundo onde as diferenças são respeitadas e a palavra que prevalece é a DIVERSIDADE. Vamos de música?

Dividido em três ambientes com nomes mais do que sugestivos – palco SENTIR, palco DESPERTAR e espaço EXPERIÊNCIAS – o Festival ampliou o debate sobre autoconhecimento e respeito pelo diferente, por meio de atrações que emanaram empoderamento. O palco SENTIR começou os trabalhos com toda a energia do MC Marechal, que empolgou a galera e deixou o clima perfeito para receber um dos shows mais aguardados da noite. Criolo e sua banda incendiaram o lugar, com um repertório transbordando ativismo social. O público pôde cantar junto sucessos como: “Convoque seu Buda”, “Subirusdoistiozin”, “Grajauex” e, para encerrar com chave de ouro, “Não Existe amor em SP”.

O show contou também com duas presenças mais do que especiais. Em um dueto envolvente, Ney Matogrosso e Criolo cantaram “Freguês da Meia-Noite” e para encerrar sua participação, o rei Ney mandou o recado “Todo mundo tem direito a vida, todo mundo tem direito igual”, ao interpretar “Rua da passagem (trânsito). Abrilhantando ainda mais o momento e levando o público ao delírio, Tulipa Ruiz subiu ao palco e cantou com o Criolo a gostosa melodia de “Cartão de Visitas”, presente no último álbum do cantor.

Logo depois foi a vez da banda Liniker e os Caramelows brilhar e encantar no palco DESPERTAR, em uma apresentação impecável. Da dançante “Louise du Brésil” a intensa “Remonta”, o repertório arrancou suspiros e arrebatou o público, que estava entregue ao seu poder, e a artista deixou bem claro: “Eu não quero mais saber de desamor”. Nós também não, Liniker!

O Festival seguiu lindo e cheio de experiências para o público que não arredava o pé. A música continuou dando o seu recado com Gabriel, O Pensador e a irreverente MC Carol. O espaço DESPERTAR fez sua parte proporcionando a convivência e harmonia em um ambiente voltado para a reflexão. A tradicional Gaymada e o Duelo de Respeito uniram a galera em um único propósito: a celebração da diversidade.

Sentir, Despertar e vivenciar Experiências. Essa foi a #EnergiaSarará.

 

Por Izabela Rodrigues

 

Sobre o autor

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Respira música e faz dela a melhor opção de terapia diária. Amante da MPB.

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