Entrevista: 5 perguntas para Aline Calixto

Foto: Phil Leon/Divulgação

No dia 18 de agosto, Aline Calixto coloca nas lojas o seu quarto álbum “Serpente”. O trabalho marca uma nova fase na carreira da sambista carioca. Aline passa a mostrar mais as suas habilidades como compositora, assinando todas as faixas do disco que, inclusive, é autobiográfico e baseado nos relacionamentos amorosos que ela viveu nos últimos anos. O primeiro single “O Tiro” já chegou fazendo barulho na internet e mostra a boa qualidade do que será apresentado em breve. A cantora conversou com a Central sobre o que vem por aí e revelou alguns detalhes sobre o álbum.

 

1. Apesar dos álbuns anteriores terem composições suas, você sempre se mostrou mais como intérprete. Há uma necessidade e intenção de ser firmar cada vez mais como compositora agora?

Acho que não é uma intenção direta. Esse álbum especificamente virá contando uma série de histórias vivenciadas por mim. Componho desde a infância, porém, nunca tive a preocupação de fazer um trabalho somente com minhas composições. Mas no caso de “Serpente”, especificamente, mergulho no denso universo das minhas experiências amorosas.

 

2. E como foi essa transição “de deixar” os compositores que você sempre admirou e gravou para mostrar um lado ainda mais profundo como artista compositora?

Na verdade, não deixei. Até porque alguns desses compositores aparecerão dividindo parceria em algumas faixas. Contei com ótimos parceiros para arrematar cada enredo dessa trama que em breve todos conhecerão. Porém, esse é um trabalho muito pessoal.

 

3. Como você vê a evolução do seu álbum anterior para o atual? O que a Aline tem a oferecer de novo hoje?

São trabalhos extremamente diferentes, embora frequentem a mesma ambiência (samba). “Meu Ziriguidum” é um disco de samba alegre, pra cima, festivo. Nesse sentido, bem parecido com os discos que o antecederam. Já “Serpente” não é um disco alegre. Boa parte do repertório vem carregado de tensão, expondo as feridas causadas por relações abusivas, amores unilaterais, desentendimentos, machismo.

O disco oferece histórias que possivelmente todos nós já vivemos em algum momento. Não há menção direta a nomes de pessoas com as quais me relacionei, mas tenho certeza que as carapuças irão servir sob medida.

 

4. Qual é a música do novo repertório que você mais gostou de escrever?

Nossa, não há uma música preferida, existem aquelas que feriram mais, aquelas que me conduziram a uma reflexão e também superação.

 

5. O fato de “Serpente” ser autobiográfico, ele o torna um álbum de tom feminista? Qual é a mensagem exata do seu novo trabalho?

Serpente é feminista porque reinvindica direitos iguais nas relações, repudia comportamentos abusivos. A reflexão que o álbum traz é que, por mais sofrimento que passemos, precisamos nos amar, nos aceitar e entender a complexidade que é viver uma relação. Entendendo que cada um tem uma visão e maneira de manifestar o sentimento. Nossa essência é amor, mas na maioria das vezes, nós nos permitimos mais sofrer do que amar. É importantíssimo pra nossa saúde física e mental mudar esses padrões.

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