Álbuns: Ana Cañas tá puro amor e rock’n’roll em “Tô Na Vida”

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Ana Cañas tem uma veia no rock que já pulsa há muito tempo. Quem é fã da cantora sabe bem que ela sempre colocou pitadas generosas do gênero em suas canções. E pelo visto, ela agora se rendeu de vez. A artista lançou recentemente “Tô Na Vida”, o seu quarto disco de estúdio que fala sobre o amor da forma mais rock’ n’ roll possível.

O álbum é daquele tipo que vicia, conquista desde a primeira audição e é, disparado, o melhor da carreira de Ana. Nitidamente mais madura na voz e composições, a artista assina as ótimas quatorze faixas do disco, algumas em parcerias com artistas como Pedro Luís, Dadi, Lucio Maia – também produtor do trabalho, junto da cantora – e, por fim, Arnaldo Antunes que assina três faixas, dentre elas, a viciante faixa-título.

Ana retrata o amor em diversas fases de forma real e sincera, sem ser apelativa e cafona. Ela abre espaço para cantar sobre o sentimento na sua forma mais doce e pura, como em “Existe” e “Um Dois, Um Só”, passando por inseguranças e incertezas interpretadas em “Amor e Dor” e chegando ao momento em que não dá para segurar aquele desejo avassalador, retratado em “Coisa de Deus” e “Bandido”. As letras ainda falam sobre errar e se arrepender (“Tô na Vida”) e também sobre tentar seguir adiante, mas não conseguir devido ao fato do sentimento ainda ser forte (“Hoje Nunca Mais”).

O repertório se inicia em sonoridade tímida com “Existe”, mas logo guitarras explodem nos arranjos e canções como “O som do Osso” e “Indivisível” entram em cena para dar uma agitada no disco. E tudo na medida certa. Em meio a tantas letras sentimentais, Ana também invoca seu poder feminino em “Feita de Fim” e “Mulher”, duas canções que, quando analisadas dentro da atmosfera do disco, deixam claro que amar não é sinônimo de submissão, fragilidade e falta de personalidade. E que mesmo rendida a uma paixão, a mulher não deixa de ser forte e muito menos perde o direito de ser o que ela é e o que ela quer, não se importando com julgamentos.

Depois de tantos altos e baixos, muita entrega, inseguranças e incertezas, Cañas encerra “Tô Na Vida” dizendo que o amor venceu em tom genuíno. Quem ouvir o disco certamente irá conseguir se identificar com pelo menos uma das letras ou até mesmo com todas. São músicas que fazem jus ao título do trabalho e, no final, é possível entender que Ana Cañas tá na vida para mostrar, sem medo, a mulher que é. Aquela que erra, que acerta, que é santa, que é puta, que ama e odeia, mas não deixa de viver jamais.

> ouça o disco na íntegra

 

Ana Cañas – Tô Na Vida
Lançamento: Julho de 2015
Gravadora: Guela Records/Slap
Produção: Lúcio Maia e Ana Cañas

1. Existe (Ana Cañas)
2. Tô na vida (Ana Cañas, Arnaldo Antunes e Lúcio Maia)
3. Hoje nunca mais (Ana Cañas e Dadi)
4. O som do osso (Ana Cañas, Lúcio Maia e Pedro Luís)
5. Indivisível (Ana Cañas)
6. Coisa Deus (Ana Cañas)
7. Bandido (Ana Cañas)
8. Feita de fim (Ana Cañas)
9. Um dois um só (Ana Cañas e Arnaldo Antunes)
10. Amor e dor (Ana Cañas)
11. Mulher (Ana Cañas)
12. Pra machucar (Ana Cañas)
13. Madrugada quer você (Ana Cañas, Arnaldo Antunes e Lúcio Maia)
14. O amor venceu (Ana Cañas)

Sobre o autor

Ricardo

Respira música e faz dela a melhor opção de terapia diária. Relações Públicas e amante da MPB.

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